Fotos: De Deus Neto.
Na última terça-feira, 2 de julho, a Câmara Municipal de Inhuma-PI sediou uma Audiência Pública para debater a situação do fornecimento de energia elétrica no município, tema que tem gerado grande insatisfação entre moradores, comerciantes e produtores locais. O encontro reuniu autoridades, representantes da Equatorial Piauí e diversos segmentos da sociedade civil, e teve como foco principal os prejuízos causados pelas constantes quedas e instabilidades no serviço.
A audiência contou com a presença do promotor de justiça Dr. Jessé Mineiro, do prefeito Elbert Holanda, além de vereadores, empresários e representantes de instituições como o Banco do Brasil, Grupo Valadares e JB Leal. Também participaram técnicos da Equatorial, incluindo a representante Mariana, atual gestora regional da companhia.
Segundo relatos dos participantes, a audiência foi marcada por cobranças firmes e falas contundentes. O promotor foi enfático ao afirmar que, caso não haja melhorias concretas e imediatas no fornecimento, poderá haver multa diária à empresa. “A população clama por solução. Caso não resolva, poderá ser ajuizada ação civil pública. Esperamos respostas práticas e o MP permanecerá atento”, destacou.
A representante da Equatorial comunicou que a cidade de Picos passará a sediar um escritório regional da companhia, o que deverá facilitar a comunicação e o atendimento técnico na região. Informou também sobre investimentos realizados e previstos, incluindo a instalação de novos equipamentos na rede elétrica e a transferência da origem do fornecimento de energia da subestação de Inhuma para Valença, com previsão de conclusão até o final de julho.
Durante a audiência, moradores, empresários, agricultores e vereadores relataram prejuízos causados pelas falhas no serviço e questionaram a empresa sobre prazos e soluções definitivas. Os representantes da Equatorial assumiram o compromisso de instalar parte dos novos equipamentos até o dia 18 de julho e finalizar o restante até o dia 30.
A empresa se comprometeu ainda a registrar cada caso relatado individualmente, criando um canal direto com vereadores e lideranças locais para acompanhar de perto as demandas específicas. “Vamos visitar cada situação para entender melhor os problemas e buscar as soluções adequadas”, afirmou Mariana.
A dona da Drogaria Leal, Francisca, que também esteve presente, destacou a firmeza dos discursos e o clima de cobrança: “Foi uma audiência muito boa. Quem falou, falou a realidade que estamos vivendo, com clareza. Agora, é esperar e cobrar os resultados”, disse.

















































