A jornalista Nayara Paiva apresenta ao público o documentário Esculpido no Esquecimento, desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Bacharelado em Jornalismo, sob orientação do professor mestre Isael Pereira. A produção investiga a forma como os sítios arqueológicos do Piauí seguem pouco valorizados e divulgados, tanto pelo poder público quanto pela mídia regional.
O documentário percorre cinco municípios piauienses: Santana do Piauí, Ipiranga do Piauí, Inhuma, São José do Piauí e Valença do Piauí. Em cada localidade, a jornalista registra pinturas rupestres, analisa o estado de preservação desses patrimônios e destaca a relação das comunidades com esses espaços históricos, abordando desde relatos sobre os achados até os cuidados – ou a ausência deles – diante da ação humana.
Ao longo da produção, Esculpido no Esquecimento evidencia a dimensão cultural, histórica e turística desses registros, reforçando a importância de reconhecer o Piauí como um território marcado por um patrimônio arqueológico de relevância nacional e internacional.
Como parte da apuração, Nayara Paiva manteve contato com assessorias de comunicação e departamentos de turismo dos municípios e esteve em Teresina, na Secretaria de Estado do Turismo, buscando compreender quais ações e políticas públicas vêm sendo desenvolvidas para a preservação e divulgação desses bens históricos.
A autora destaca que o documentário foi uma experiência marcante em sua formação acadêmica. Segundo ela, produzir “Esculpido no Esquecimento” exigiu pesquisa, sensibilidade e dedicação, mas também proporcionou um aprendizado profundo.
Durante o curso de Jornalismo, desenvolvi um grande amor pelo semiárido e por tudo o que ele representa, o que me motivou a olhar para o Piauí com outros olhos. Com esse documentário, quis desconstruir estereótipos e mostrar que o nosso estado não é sinônimo de miséria ou pobreza, como a mídia costuma retratar, mas sim um lugar de riquezas culturais, históricas e de grande potencial turístico. O Piauí é um território de valor inestimável, e acredito que contar essas histórias é uma forma de valorizar nossa identidade.

O documentário, que recebeu nota máxima como TCC, representa, segundo a jornalista, um projeto que reforçou ainda mais seu amor pelo jornalismo e pelo estado.






























